segunda-feira, 10 de junho de 2013

As ameaças das imagens 3D à saúde


Médicos alertam para o risco de efeitos como náuseas e tonturas. E até fabricante de tevê informa sobre a chance de crise epiléptica



VISÃO
Luisa ficou com os olhos ardendo
após sessão de “Avatar”

Nas telonas o 3D já mostrou agradar ao público. Basta ver os números de “Alice no País das Maravilhas”: quase metade dos 875 mil espectadores brasileiros que assistiram ao filme no fim de semana de estreia optou pelas salas com projeção tridimensional. Mas a novidade para este mês não é um lançamento cinematográfico, e sim a venda dos primeiros televisores 3D. O produto aporta com a promessa de ser a grande inovação tecnológica para a Copa do Mundo. Porém, a notícia traz preocupações. No Exterior, onde as tevês 3D já são comercializadas, os fabricantes têm informado sobre possíveis riscos à saúde. O primeiro alerta foi da Samsung. As recomendações lembram as das bulas dos remédios: orientam a interromper o uso caso se sinta desconforto, como dor de cabeça, e informam sobre a possiblidade da ocorrência de crises epilépticas.


ESFORÇO EXTRA
Para processar as imagens da tevê
em 3D, o cérebro trabalha mais

Mas, afinal, quais os impactos do 3D na saúde? Geralmente, os incômodos relatados são reflexo do esforço que o cérebro faz para formar a imagem tridimensional projetada. O ser humano enxerga naturalmente em três dimensões, porém, em filmes, videogames ou televisores em 3D, o cérebro tem de trabalhar mais: são enviadas imagens diferentes para cada um dos olhos e o órgão é obrigado a sobrepô-las para gerar a sensação de profundidade que faz com que os objetos “saiam da tela”. “A concentração cerebral aumentada, por um período prolongado, pode resultar em dor de cabeça, náusea e tontura”, explicou à ISTOÉ o pesquisador Michel Rosenberg, da Northwestern University, nos EUA. Pesquisas calculam que entre 5% e 10% da população tenha reações adversas. A comunicadora visual Izilda Simões, de São Paulo, é uma delas. Após assistir a “Alice”, ela sentiu uma “certa sensação de flutuação”. “É como se estivesse em alto-mar”, descreve. Esse mal-estar é mais comum em pessoas que têm o labirinto – estrutura envolvida no equilíbrio – mais sensível. “Por isso, em quem possui labirintite, as reações são mais fortes”, explica Fernando Ganança, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Mateus, filho de Izilda, não sente nada.


O empenho gera incômodos, como
a tontura sentida por Izilda. Mateus não sente nada

Outra queixa frequente é como a feita por Luisa Daud, de São Paulo. Durante as quase três horas do filme “Avatar”, ela tirou os óculos quatro vezes ao sentir os olhos ardendo. Após a sessão, percebeu que a visão estava um pouco embaçada. Embora os sintomas possam estar relacionados a algum problema oftalmológico não diagnosticado, o mais comum é ser apenas o chamado “olho seco”, que ocorre quando a pessoa passa muito tempo mantendo o foco da visão em um mesmo ponto e sem piscar. O resultado é uma má lubrificação do globo ocular, gerando os incômodos descritos pela garota. “Mas não é nada irreversível”, garante o oftalmologista Rubens Belfort Neto, da Unifesp. A verdade, no entanto, é que só agora começam a ser feitas as pesquisas mensurando os impactos do 3D sobre a saúde. Portanto, é preciso cautela, principalmente com as crianças. “Os estímulos são sentidos com mais força pelo cérebro infantil”, afirma a neurologista Célia Roesler, integrante da Academia Brasileira de Neurologia. “A inquietação da criança durante a noite após uma sessão de 3D é sintoma de distúrbio do sono causado pelo esforço que o cérebro foi obrigado a fazer.” A solução, aponta a especialista, é esperar os filhos ficarem mais crescidinhos para experimentar a tecnologia. Afinal, se os próprios fabricantes dos televisores estão alertando sobre os efeitos colaterais, o melhor é assistir em 3D com moderação. 


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terça-feira, 3 de julho de 2012

É Hora de Morfar


Versão Italiana é mafiosa!! kk

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sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dexter: Ilustrações




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quarta-feira, 18 de abril de 2012

Revelada origem de Springfield


Depois de 23 temporadas, o criador da série, Matt Groening, revelou o segredo da inspiração para a repórter da revista americana Smithsonian onde fica a famosa cidade onde moram Bart, Lisa, Mag, Homer e Marge.

Apesar das mais de 20 cidades com esse nome nos Estados Unidos, Groening contou que existe sim uma que inspirou a da série. “Springfield recebeu o nome por causa de Springfield, em Oregon. A única razão é que quando eu era criança, o programa de TV Father Knows Best era localizado na cidade de Springfield, e eu ficava animado porque eu imaginava que eles estavam falando da cidade perto de Portland, onde eu nasci”. Ele ainda afirmou que quando cresceu, descobriu que se tratava apenas de um nome fictício e que Springfield era um dos nomes mais comuns de cidades nos Estados Unidos. “Na expectativa do sucesso do programa, eu pensei ‘Isso vai ser legal, todo mundo vai pensar que é a sua Springfield’. E eles pensam”.

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